quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ares

Os plurais para dentro
Adicionam múltiplos momentos
Para tantos
Corpos de passagem
Abastecem a passagem
Sob ares singulares
Que bombeiam desatentos
Sendo cada par com seu particular
Mecanismo de sufocamento
Sua desforma já garantida pelo tempo
E o demasiado vacilo e destrato
Em todo caso, descaso
Sinto-me com um pulmão a menos
Falho
E ofegante

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Ponteiros

Estava aqui próximo
Logo disfarça
A farsa dessa hora

É ser agora
É não está

Agora é a hora
Mais e mais agora
Mas agora a hora está

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Não quero agora
Outra prosa, outra fala
Tua causa é minha cura
A ternura minha amada

Quero a valsa
Aprender com a sua
A dançar a noite nua
Desnuda para a cama

Amar a cama
Ela ser sua
Amar ter sua
Sincera presença

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Momentos contemporâneos

Tristeza ampla
Para sempre memorizada
Nessa consciente trama
De outrora inventada

Para sustentar a chama
Aclamando nostalgia

Abraçar a vida
Debruçar-se viva

Acabar-se satisfeita

Tantos mundos!
Tantas igrejas!

Sôfrega apatia

Nas certezas frias
Calculadas para
O enriquecimento

O corpo tremia
E também tremia por dentro

Algum alívio pedia


Não para ser ignorado

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Inflexões atormentadas

Causas diárias batem boca
Proclamam verdades antagônicas
Num redemoinho de pensamentos

Avariados corpos
Frios ou já congelados
São transportados nesse momento...

Atribuições complexas
Buscam certezas crônicas
Para vossos tormentos

Desaparecido
Da memória
Descansa

Enterrado no próprio tempo

Onde a
Vaidade
Compra
Sempre
A mesma
Roupa

Para os novos acontecimentos

Belas
Posturas

Costumam
Ignorar

Muitos
Sentimentos

E a hora de parar
Ou reparar
Atrasa

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Transcendendo bolhas

No momento
Foi possível
Pensar mediante
Uma bolha
Ensaboando
O espaço
Das cidades
Luminosas

O mundo
Sempre flutua
Por ares
Cansados

Onde
Bolhas
Estouram
Fácil

Mas

Não
Deixam
De
Voar


domingo, 16 de agosto de 2015

Mar, essa cor de mar...

No nordeste
Esse mar
Encontra
Vida
Longa
A navegar
Pulsa
Ondula
E venta forte
Raros
Compreendem
Adentrar
No azul
Dessa paisagem
Tônica
Nessa cor
Amante
De mar

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Tensões

Por vezes
Um sentimento
De espetáculo
Causa dores
Dentro
De mim

Perfura
Eletricamente
Meu Contato
Com o mundo
Deveras
Cansado

Meus
Órgãos
Poéticos
Tremem
Sobre
Calos

Preciso de ajuda
Para completar
A respiração!

A extenuante
Sensação
Provocada
Evoca
Gritos
Performáticos

Para dentro e fora de mim
Completamente exposto!

Entendo
Que sou
Tudo
Com
Lâminas
No corpo

Sou o coma de outros casos
De outros gostos

Um desafio
Profundamente
Acidentado

Um conjunto de cores
Sabores
E pensamentos

Transfigurando
O outrora calvário
Em plácido calvário

Deformando
Retorcendo


terça-feira, 28 de julho de 2015

domingo, 12 de julho de 2015

Livres
Fazendo
Cifrões
Universais
Para poucos

Aos montes fabris
Quando a devoção
Devora
O discernimento

Espaço escasso
Para sentir
O descontentamento

Desenvolvimento
Da mecânica
Que aprisiona

Cabeças
E fertilizantes
Naturais
Precisam
De um envolvimento

Para subverter
As condições
Climáticas
Dos
Pensamentos

As intenções
Medonhas
Transformadas
Em esperança

Esfumaçando
Transbordando
Abrindo

Uma
Vontade
Sendo
Vontade
De si

Ou de
Ser Falta
Da própria
Ausência
Crônica

Nessa
Sempre
Permanência