sábado, 30 de julho de 2011

Sujeito Pai

Ô senhor
Que situação
É coisa boa
Mas também complicação
Vou citar o que vivencio
Deixando com carinho
Minhas palavras
Pra ti direcionadas
Uma suave observação
Começo pela pessoa
De comportamento difícil
Mas fiel com os compromissos
Humano de compaixão
Leal como amigo
E justo na decisão
Bondade é o recurso que carrega em suas mãos
Não falta e nunca deixa
Faltar sustentação
Sorri como um menino
Quando vê animação
E procura à sua maneira
Nem sempre com leveza
Dedicar-se com paixão
E a família agradece
Admira e vai lutar
Conhece o permitido
E a hora de falar
Demonstra o seu carinho
Não evita de cobrar
Sabendo o que pode
Pra esse jeito melhorar
Sentindo a cada dia
O humor se alterar
Mas pra quem ama
Não há problema sem solução
Nem o gesto mais grosseiro
Merece condenação
Pois somos todos dignos
Perante a condição
De amar esse cara simples
De imenso coração

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Um pingo de amor !

O pingo de amor que existia em mim
Resistiu a gotejar
Dentro do que era antes um oceano cheio de paixão
Com sua imagem e cheiro de mar
Quietou-se na grande indecisão
E a força que te fez ondas
Devastava minha calmaria
Fez secar
Com a mesma força apagar
Outrora lindo e amante
Mostrou-se só esboço do meu lugar
Do apreciado em ti
Do sussurro, o jeito
Do absurdo, o defeito
Encontrar-te a fracassar
Por águas que talvez vá
Impeça-me de navegar

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um pouco de um homem !

Ele não é forte
Não tem músculos bonitos
É preguiçoso e mora de favor
Mora com os pais
Recebe trocados
Escreve algo parecido com poesias e rimas
Gosta de música antiga
Chora vendo casais
Nas novelas vespertinas
E nos programas de humor
Gosta de rir sozinho
Acorda sempre à tarde
Fala com gatos
Escuta sua mãe
Toca violão desafinado
Canta fora do tom
Brinca de bola com crianças
E toma banho de chuva
Esquece de tudo
Menos do cigarro em sua mão
E tenta ser feliz
Acredita no amor
Pois vive na dor
Gasta o dinheiro do mês de uma só vez
Paga um sorriso com o seu
E não fica chateado com o valor
Vive um cigarro de cada vez
Gosta do frio
E do calor
Não reclama do tempo
Nem do momento
Gosta de sentimentos
Mas não alimenta rancor
É um homem que plana
Desce por sua própria alegria
Desmembra sua vida
E finge ser ator