quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Agressão de um contra o mesmo um

Bateu! Mas não levou...
Mais profundamente, bateu mais forte ainda
Pancada seca na fantasia à dois
É a inverdade que chega esmagando os dois
Corpos deformados pela agressão
Todo o peso do mundo nas cabeças pelo chão
Pedaços do retrato da covardia
Hipócrita diversão de terceiros
Todos movidos pelo medo de terceiros
São os primeiros a infringir as regras fantasmas da vida.









terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ContraTemposFétidos

Pairando em grama de fezes
Com a memória odorizada de lixeira cheia
Desvairado conquistador de podres maçanetas
Põe a boca na boca da vala
Cheira o decomposto corpo que sustenta a náusea
Admirando todo o chiqueiro
Dejetório de quem não tem dinheiro
De quem precisa sujar-se fora de casa
Na latrina cosmopolita de doenças moribundas
Seu banho é repleto de sebosos desesperos
Na poça fétida revela-se seu medo
O egoísmo indigerível!
Mas seu olfato é estranhamente amigo
Do chorume que exalas
E o paladar para moscas azuis
Vomita sangue coagulado,  vermes e veneno
Faz vazio por dentro
Abrindo espaço para sua bizarra congestão
Permanecendo deitado sobre o esgoto da situação
Ele esgotado não fala nada.
Seu cariado sorriso não é caridade
É a idade da morte que o aguarda.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Início e fim

Fim
Vai-se uma dúvida
Vai-se uma súplica
O Corpo sísmico
Via corpo calmo
Abre espaço
Deposita
O velho esvazia-se
 O novo aponta o novo
Início













sábado, 4 de janeiro de 2014

Doravante

Dor recue
Avance a possibilidade da cicatrização imediata
Adiante
Use para seu relógio psicológico
Alcance
E cuide logo da  etapa aguda da exaustão paralisante
Avante dor
Mas para fora e para canto demasiado longe
Almeje
A minha falta, o meu equilíbrio
Ame
Sua própria exclusão do meu caminho.