-É triste o desejo de não que sentirás-
E do que vale a mudança de condição?
Assim revelo-me algoz de mim
Na abertura íntima indiferente
Predicando meus olhares antigos
Antes nada latentes,tudo decorado
Pincelados pelo encantamento
Agora tormentos, agora atormentados
Desprovido entendimento
Assim prendo-me em ligeiro claro
Tudo fingimento?
Sim, sinto ser, sinto-me enganado
Mas não encontro meu ser assertivo
Talvez também desiludido
Também monologado nessa crise consciente
Depois da remodelagem do pensamento
Continuo errando o mesmo lado
Destampando os mesmos furos
Causando-me enchentes e inchaços
Falta-me uma crise competente
Que acabe, finalize, mate
Meus algozes mais doentes
E liberte, renove, qualifique
Meus algozes mais cansados.