quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Na sombra

Não vou por completo
E nem pretendo ficar no ermo, aqui deitado
Na sombra da saudade
Sei que desperto liberdade
A condição de ser
O soluço do choro acaba com a minha coragem
Mas é no tal choro que me reconheço
Com a vontade dos meus instintos
A boca cheia
As pernas reagem
Caminho ainda pelo canto
Escondendo meu olhar
Mas volto a caminhar
Pelo canto dos meus desejos admiráveis

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Caboré "o pacato"


Sente e solta
Solidão nos dentes velhos
Culpado em seu inferno
Confuso e calmo
Corpo abstrato
Numa moldura estranha
Com seus ossos em emergência
Ele se tranca
Reflete sobre sua companhia cama
De tristes lembranças do passado
Re-refém do cansaço de viver.