Por um pouco de vida ( sendo tudo verdade )
Todos parecem acalmados
Eles estão no tempo das perdas
Onde o futuro é brilhante e farto
Não falta sustento
É tranqüilo para os pedintes
Controlados pelas sobras do saco
A verdade é brincadeira
As piadas são costumes
Bem mais respeitados que os fatos
A alegria é comércio
Feita para ser perecível
Cobrada sem atraso
Trocam quase tudo por beleza
E plantam as sementes da pobreza
Intensificada nos seus passos
Absolutamente lentos
Atropelando a vida real
Escurecendo suas mentes diante do caos
Da certeza de vingança
A luta de poucos fica maior
Correm perigo
Não há lamento
Haverá pelos seus filhos
São eles que seguem o que somos
E se continuarão os maus tratos
O professor não pode ensinar o mais importante
A escola tem papel coadjuvante
E a multidão quase totalmente surda
Dificilmente ouvirá
O grito do gigante
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Egoísta
Acabou tudo por aqui
Carregastes contigo outra vez?
ou está escondida?
Perguntei com medo
Prevendo triste partida
Durante a noite amiga que não leva o que eu ofereço
Adivinha a calmaria
Aumentando seu preço
Assistindo o curso perfeito
Tendo o poder de parar
Mas a palavra não vem
sendo lixo tudo que sei
cuide de mim outra vez
Lá fora eu não conheço
Não é por medo
E sim pelo frio
Quero teu conforto
Talvez só queira teu rosto
Bem quente
Sempre suave
Mi adormente
Mas infelizmente
Essa noite não será diferente
Eu continuarei egoísta.
Carregastes contigo outra vez?
ou está escondida?
Perguntei com medo
Prevendo triste partida
Durante a noite amiga que não leva o que eu ofereço
Adivinha a calmaria
Aumentando seu preço
Assistindo o curso perfeito
Tendo o poder de parar
Mas a palavra não vem
sendo lixo tudo que sei
cuide de mim outra vez
Lá fora eu não conheço
Não é por medo
E sim pelo frio
Quero teu conforto
Talvez só queira teu rosto
Bem quente
Sempre suave
Mi adormente
Mas infelizmente
Essa noite não será diferente
Eu continuarei egoísta.
Quarto
Toda a sanidade que perdi
Só devo a ti
Fez de tudo um quarto cheio de prazer
Onde nada atrás da porta roubou minha atenção
Vivi preso com seu coração
E a mente livre vagou a perecer
Construiu tudo num segundo
Decorou meus beijos
Minhas mãos atrevidas
Colou meu corpo
Desafiou minha língua
Brincou comigo
Apertou-me contra meu pudor
Nem sabia mais de nada
Era loucura pensar
Acreditar no tato
Pra mim,
Já basta
Não foi por medo que parei
Mas por saber que continuando
Terei outra vez
Tudo que é paixão
Comigo pegou fogo de uma só vez.
Só devo a ti
Fez de tudo um quarto cheio de prazer
Onde nada atrás da porta roubou minha atenção
Vivi preso com seu coração
E a mente livre vagou a perecer
Construiu tudo num segundo
Decorou meus beijos
Minhas mãos atrevidas
Colou meu corpo
Desafiou minha língua
Brincou comigo
Apertou-me contra meu pudor
Nem sabia mais de nada
Era loucura pensar
Acreditar no tato
Pra mim,
Já basta
Não foi por medo que parei
Mas por saber que continuando
Terei outra vez
Tudo que é paixão
Comigo pegou fogo de uma só vez.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Distância
Distância
Deixando toda a emoçao trabalhar
No vão que abriu
Vivendo segundos mais intensos
Por dias mais monótonos
Saber que acredito
Entender que acredito
E suavizar toda a saudade
Desatar as mãos da tristeza
Com minha mente apaixonada
Ser generoso com minha verdade
Quando penso que já sei
Sentimento livre que vai crescer
Posso guiá-lo até ti
Até seu beijo
Até seu desejo
Numa manhã ou tarde de julho
Eu continuo sendo seu
Deixando toda a emoçao trabalhar
No vão que abriu
Vivendo segundos mais intensos
Por dias mais monótonos
Saber que acredito
Entender que acredito
E suavizar toda a saudade
Desatar as mãos da tristeza
Com minha mente apaixonada
Ser generoso com minha verdade
Quando penso que já sei
Sentimento livre que vai crescer
Posso guiá-lo até ti
Até seu beijo
Até seu desejo
Numa manhã ou tarde de julho
Eu continuo sendo seu
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O Apanhador de Desperdícios (Manoel de Barros)
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
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