É quando o rosto e a alma compensam a falta do corpo,
E traz calma!
Vagarosa calma interpreto em paz
Quando sereno desprendo
A gulosa boca de beleza
Que me recheia com esse olhar de longe
Me come e me come
Só sei que me come
O gosto de desejo cai pela roupa e não limpa
Sou comida e fico na barriga
Feito pão
Ou pão das lombrigas
Uma inseparável amiga
Que tu alimentas todo dia
Assim me tens bem perto
E te desperto como relógio
Olhais pra um doce?
Ou só vitamina?
Fez-me homem do apetite
Se alimenta e me elogia
Num orgasmo de boca cheia
Satisfaço sua beleza,
Sua fome e sua alegria.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Sem título - Henry David Thoreau
" Nunca me seja negada, ó chama radiante,
Tua solidariedade tão cara e vivificante.
Só minha esperança é que assim a altura inunda?
Só meu destino é que na noite assim se afunda?
Por que foste de nossa casa escorraçada,
Tu, sempre bem-vinda e por todos amada?
Seria tua existência mais uma fantasia
Para a ordinária luz de nossa vida vazia?
Teu vivido fulgor manterá as secretas conversas
De nossas almas afins, embora tão diversas?
Bem, estamos seguros e firmes sentados agora
Defronte da lareira, sem as sombras lá de fora,
E onde nada alegra ou entristece, mas a chama
Aquece pés e mãos — e nada mais reclama;
Dispondo de tão utilitário e compacto monte,
Podemos todos nos sentar e dormir aí defronte
Sem temer que fantasmas de obscuro passado resvalem
Até nós, e ao lusco-fusco do velho fogo a lenha,
conosco falem. "
Tua solidariedade tão cara e vivificante.
Só minha esperança é que assim a altura inunda?
Só meu destino é que na noite assim se afunda?
Por que foste de nossa casa escorraçada,
Tu, sempre bem-vinda e por todos amada?
Seria tua existência mais uma fantasia
Para a ordinária luz de nossa vida vazia?
Teu vivido fulgor manterá as secretas conversas
De nossas almas afins, embora tão diversas?
Bem, estamos seguros e firmes sentados agora
Defronte da lareira, sem as sombras lá de fora,
E onde nada alegra ou entristece, mas a chama
Aquece pés e mãos — e nada mais reclama;
Dispondo de tão utilitário e compacto monte,
Podemos todos nos sentar e dormir aí defronte
Sem temer que fantasmas de obscuro passado resvalem
Até nós, e ao lusco-fusco do velho fogo a lenha,
conosco falem. "
domingo, 11 de dezembro de 2011
A pé
Pé no mundo grande homem
Tu serás deixado!
Tentastes fazer teu bem
O melhor caminho no teu passo
Tem rosto amargo na espera
Tem beijo falso na janela
E continuarás passeando
Tocando o barco com a canela
Vagando de peito aberto
Olhando firme e caminhando
Sol na cara com alegria
Pé sujo na jornada
Água limpa na bacia
Vai chegar o dia
Mediante esforço e persistência
Fincará seguro suas pernas
Sua grande obediência
Coisa de grande homem
Momento grande de um homem
Preparando a próxima despedida.
Tu serás deixado!
Tentastes fazer teu bem
O melhor caminho no teu passo
Tem rosto amargo na espera
Tem beijo falso na janela
E continuarás passeando
Tocando o barco com a canela
Vagando de peito aberto
Olhando firme e caminhando
Sol na cara com alegria
Pé sujo na jornada
Água limpa na bacia
Vai chegar o dia
Mediante esforço e persistência
Fincará seguro suas pernas
Sua grande obediência
Coisa de grande homem
Momento grande de um homem
Preparando a próxima despedida.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A coragem madrugada.
Na luz alta a perambular
Depois de filmes e fatos
Foi atrás
Correndo perigo
Embora sujo
Desprotegido
Foi acalmado
Seus sentimentos no corpo
Seus sonhos trancados
Um rosto cansado
Uma forte lamúria
Uma tímida loucura
O abrigo de um carro
A luz alta no asfalto
A luz alta na loucura
Um corte frio no preto
Um selvagem medo
Uma distância
Uma tortura
O sono pesado
Quase morrendo
Mantendo o controle
Mantendo-se idiota
Sobrevivendo de alimento
Sobrevivendo de passado.
Depois de filmes e fatos
Foi atrás
Correndo perigo
Embora sujo
Desprotegido
Foi acalmado
Seus sentimentos no corpo
Seus sonhos trancados
Um rosto cansado
Uma forte lamúria
Uma tímida loucura
O abrigo de um carro
A luz alta no asfalto
A luz alta na loucura
Um corte frio no preto
Um selvagem medo
Uma distância
Uma tortura
O sono pesado
Quase morrendo
Mantendo o controle
Mantendo-se idiota
Sobrevivendo de alimento
Sobrevivendo de passado.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Madrugaramar
Acorde-me com a lua na janela do quarto
E convide-me para um abraço
Peça-me vento, chuva e coisas do tipo
Peça-me abrigo
Pois dou mais que o pedido
E ainda te acalmo
Tudo te faço
Com jeito e carinho
Minha pele é meu carinho
É teu sono
É teu domínio
É bem tratado
É tua pele
Teu cheiro
Teu vinho
Suave, bom e distinto
Teu abrigo
Teu afago
Acorde-me com o sol na janela do quarto.
E convide-me para um abraço
Peça-me vento, chuva e coisas do tipo
Peça-me abrigo
Pois dou mais que o pedido
E ainda te acalmo
Tudo te faço
Com jeito e carinho
Minha pele é meu carinho
É teu sono
É teu domínio
É bem tratado
É tua pele
Teu cheiro
Teu vinho
Suave, bom e distinto
Teu abrigo
Teu afago
Acorde-me com o sol na janela do quarto.
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