segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Horário de fotografar.

Ela sai gradativamente de cada canto
Vagarosa, apaga-se por cada milímetro do chão
Silenciosamente educada para ser sutil no caminhar até as paredes
Sobe saudando o fim do dia
Estendendo a cortina de sombras pela sala
Faz funcionar os horários da minha casa
O dia escuro dá partida assim que meu café esfria
Está na hora de comprar o pão ou permanecer sob a cortina
Com meus olhos mornos numa outra fotografia
A mudança drástica do dia é registrada
Vejo a confusa percepção noturna da calma
Substituindo a derradeira calma vespertina.




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Simples como um rochedo.

Geralmente suportas cargas ambivalentes
Geradas por todos os  tipos de sentimentos
Atravancadas por prazeres e tormentos
Carícias e tapas por horas e horas
Sem inclinar-se!
Subverte dores passadas
E exorbita-se em profundos túmulos horrendos
Constrange-se calado
Sorrindo por dentro
Duplicado para o bem e o mal do agora e de outrora.