Quem dera fosse inalterada
Tanto quanto inesperada
Sendo absolutamente conturbada
A primazia de qualquer caminho, de qualquer largada
Não posso embelezar as futuras fachadas do meu andar
E a consciência feito lixo? Mal maquilada...
Mas é contrariante para eu temer o início
Sabendo que a consciência também escapa
De uma análise de juízo, só prezando pelo prejuízo
Armadilhas que calculam-se nas fraquezas sem fachadas
Das íntimas às que confundem-me apenas como sábio enfermo de
pele esgotada
É a minha doença minando e contaminando o mundo
É minha a doença? Sou eu moribundo, covarde, trágico e penoso?
É meu mundo minado e contaminado? Meu mundo é perigoso?
É todo mundo desequilibrado? Ou o mundo todo aniquila-se em
conforto?
É meu o início da dúvida?
Ou a dúvida inicia-me de novo?