sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Ao início da dúvida.

Quem dera fosse inalterada
Tanto quanto inesperada
Sendo absolutamente conturbada
A primazia de qualquer caminho, de qualquer largada
Não posso embelezar as futuras fachadas do meu andar
E a consciência feito lixo? Mal maquilada...
Mas é contrariante para eu temer o início
Sabendo que a consciência também escapa
De uma análise de juízo, só prezando pelo prejuízo
Armadilhas que calculam-se nas fraquezas sem fachadas
Das íntimas às que confundem-me apenas como sábio enfermo de pele esgotada
É a minha doença minando e contaminando o mundo
É minha a doença? Sou eu moribundo, covarde, trágico e penoso?
É meu mundo minado e contaminado? Meu mundo é perigoso?
É todo mundo desequilibrado? Ou o mundo todo aniquila-se em conforto?
É meu o início da dúvida?
Ou a dúvida inicia-me de novo?










segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Para quando fores envolver-me num laço

Faça voz pequena
E não desfaça-se
Perdure a iniciativa na altura correta dos meus ouvidos
Pois sou perspicaz mediante tonalidade adequada
Sutilmente acarinho a pele que toca-me acarinhando
E por ela percorro cada curva com doses assimiladas
Alternando-te para qualquer velocidade, desafiando
Descartando limites para ações paralisantes e desenfreadas
Sem determinado roteiro específico eu sigo
Vago pelos caminhos dos arrepios
Assim meu toque poderá ainda mais impressionar-te com o desaviso
Onde mais um delírio ofegante da tua boca escapa
E quando quiseres ir além desse intenso ensaio preparativo
Poderás simplesmente agir fora do sexo clichê de outrora bastante
Para cada segundo de penetração um gemido estonteante
E que o calor cegue o nó que nos ata!
Ultimamente venho desejando-te em todos os cômodos da casa
Sendo válido até o quintal para uma tentativa de coito explícito
O espaço físico delimitar-se-á com o nosso improviso
Interessando-nos a vontade, mais nada!
Nesse momento eu não rogo, nem sou rogado
Deixo livres as incitações dos nossos corpos totalmente colados
Para que os mesmos façam-se morada consentida.
Tanto faz o tempo ou mais um gozo como garantia
Fora e dentro da sua buceta úmida e macia
Meus dedos, minha língua, minha boca, meu pênis
Todo seu perfume íntimo sendo exposto em mim suavemente
Deleitar-me-ei contente e um pouco cansado
Deleitar-me-ei profundamente em fino trato
Todo melado, muito bem melado pelos seus lábios mais carnudos
Só quero um laço que provoque e supra em absurdos
Essa profanidade sincera.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Confusões (ao sol que não brilha)

Trago triste a notícia
Que deves saber enquanto par de uma ilusão
Talvez eu seja mais sujo que o chão
Em matéria de ausência ou limpeza física
Todos os fracassos são compilados em dor
Compreendidos na agonia
Tenho tanta dor que minha compilação é mesquinha
Nada acima da compreensão é caridade
Fez-me sombra para a crueldade
Ilógica é a condenação do massacre, covardia
E para o restante da crueldade, fiz-me mais sombra nítida
E o bom caminho na sombra confirma-se
Sem o gabarito que perpetua o êxito
Sou mais coeso que todo discurso apático de alegria
Sou mais simples que o nascimento do dia
E sua cerimônia para o astro grandioso
Repleta de sentimentos e servis confortos
Traga-me o tragado
O sabor do descaso em sua forma sinistra.