sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A queda

Eu
Ineficaz
Tentei conter-te
Para não contar-me
Que sais de mim
E vais sem mim
Diminuindo seu volume
Meu corpo.

Tu
Outrora contida
Outrora amarrada
Reage mediante meus envolvimentos
Intrinsicamente perturbada
Clama o exterior!

Depois das costas da minha mão
Cais desforme pelo chão
E és enxugada pelo mesmo chão
Secando-se à brisa branda,
Entre sujeiras.

Tornaste minhas lágrimas envergonhadas
Para qualquer motivo
Qualquer emoção!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sobre mestres e morte.

Enterre-se na profundidade da sua própria incoerência
Caso retornes à superfície frágil
Diga-me:
Ainda estás morto? Ou agora já saíres morto-vivo?
Conheço renascidos...
Esses
Indubitavelmente
Mestres em “criar” e “manter” mestres
Quiçá aprendizes inconfessos dos próprios suicídios.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Passagem do tempo

Entre peripécias,
O tempo!
Dos desajustes enganados
Aos mais sombrios e desarmônicos instintos

Trocado de horas conformado
Minutos e minutos iludidos
Para que tempo vago?
Para quem o tempo vivo?

Diga-me ¼ de hora
Que não tenha sido programado
Ou só ½ hora despertada para ser livre
!?

Aonde chegar com tão pouco
E tão raro?
Como não atrasar?