quinta-feira, 13 de março de 2014

Corpo frágil

A sombra esquenta na medida dos meus desconfortos
E quando saio, o sol me mata
A partir da morte, a luz me rasga
Por dentro o imundo estraçalha em cacos fatalmente pontiagudos
Corta-me a fala, todo meu pensamento
Descompassa a trajetória da vida e do momento
Sou virado pelo avesso de tragédias superadas
Sem corpo firme eu me introduzo por fortes sangramentos
Conturbo-me em eternos sofrimentos de causas não lutadas,
De derrotas calculadas
São gigantes todos os lamentos sentidos
Depois que o corpo faz falta.