Deitado numa cama de areia movediça
Minha alma desliza
Sempre adentro de um núcleo perigoso
Hostilmente venenoso
Indesejado por ele próprio
E degenerado
Prejudicial a poros cansados
E ouvidos egoístas
Mecanicamente calculados
Para mentes fascistas
Sonhos tacitamente apagados
Em olhares amedrontados
Tende-se à tontura como esboço
Do fracasso apresentado pela vida
Não há sorte para os condenados!
Só dos “loucos” ouve-se alegria.