quinta-feira, 25 de junho de 2015

Remexer concreto

Preciso
Ser
Impreciso

Abolir conta-gotas

O ponto
Mais
Pontualmente perdido

Desse abismo

Transfigurado

O
Céu
De
Estrelas sem céu

Permanentemente
Fincado
No Corpo
Mente
Cuidado

Para tanto
A possibilidade
Do sonho

Amando

Mas
Com
Amor
Presente

Encontro

Envolvente

Abraçado

Tremer o chão
Concretamente
Absurdo

Ver
A terra
Dos
Enredos
De
Outrora

Indecente

Penetrável

Numa
Penetração
Incansavelmente
Prazerosa

terça-feira, 23 de junho de 2015

Decantando fúrias

De repente forças vis
Não tão de repente...

Novamente
Novas mentes

Entre atenções sinceras
Crescem acidentes

Desaprender é calculado
O existente é a mira

O gosto pelo
Desgosto

O sistema
Não é vida

domingo, 21 de junho de 2015

Marés ocultas

Ver o mar
Uma centena de compreensões
Buscando praias
Ventos
Fins

Belas flutuações
Correntes
Recorrentes
Maresia Momento
Paralisia

Tanta habilidade
Fez-te pura
Leve
Imensa
Altiva

Marés
Dimensões
Transformações
Recriaram paixões
Num mote infindo

Intrínseca
Perturbação
Desnivelando ondas
Combateram
O frio

Mas a omissão
É o sentimento
Mais distante
Do verdadeiro
Beijo

O desejo
Demasiado
Desejo
É o descontrole
A fantasia

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Devorar assertivo

Não fazes nada
Continue...
Para que aumente a fome
E a exposição boquiaberta
Da minha secura
Perante o cheiro

Use tudo
Para desencadear
Valem olhos
Bocas
Solas
Seios

Imaginei o transe
Alimentado
Pela confusão
Do seu
Pensar
Em devaneio

Gruta
Guarda-roupa
Café
Pelo pé
O carinho
O acerto



PRETÉRITO PERFEITO

Quisera ser chamada de artista
Mas acostumara-se a usar o pincel mais para prender as madeixas
Do que assenta-los sobre a tela
Quisera ser escritora
Mas o deleite de ler versos de outrem
Era mais atraente
Que sua caneta sobre o papel
Quisera ser amada
Mas dedicava-se mais ao Amor do que ao amante
Nisso há de morrer num perfeito nunca ser
Com as unhas encarnadas por costume
Nunca conseguiu ser vaidosa


     Kátia Adriano

terça-feira, 2 de junho de 2015

Nu Princípio

Ao presente
Substancial discordância

Pelos ares
O voo é rasante

Permanecer parado
É uma façanha

O caminho precede
O inevitável

Uma perspectiva
Concatenas aberto

Boca no vento
A língua traça

Não há política
Geográfica

A visão azul
Abaixo ou acima

Divagar
É uma promessa

Navegar
Desestrutura

Cortar o tempo
Com a garganta

Aquece as cordas
E as árvores

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Boca

A paisagem da boca dela:
Movimentos sutis
Emergem o desenho labial

Esse traço de cores espontâneas
Para os dias
O desejo do beijo

Textura trêmula
O toque decidido
É carinho

O atrito
Carregando nuvens
Encharca

Não há promessa
A respiração é sábia
O caminho é curto


Intranquilidade

Fraquejado Instante Atormentado
Intocável Sistema Político
Vítimas Estado Assassino
Corpos Malas Currados

Abraços Poderes Inimigos
Abaixo Porretes Incisivos
Sangue Sangrento Ensanguentado

Armados Sorrisos
Bondosos Culpados

Reativo Cruel
Conjuntura

Testar instintos

Tocar-te no rosto, no braço
Esbarro
Por pouco
Teu cheiro
Faz-me vir
Dali, por aqui
Onde aonde permitir
Ficar, passar assim
Meu olfato
De fato,
Atingido!
Infarto, farto de sorriso
Sou fraco, falho
Admitido!
Surto contido
Logo disfarço
Não desfaço