Quisera ser chamada de artista
Mas acostumara-se a usar o pincel mais para
prender as madeixas
Do que assenta-los sobre a tela
Quisera ser escritora
Mas o deleite de ler versos de outrem
Era mais atraente
Que sua caneta sobre o papel
Quisera ser amada
Mas dedicava-se mais ao Amor do que ao amante
Nisso há de morrer num perfeito nunca ser
Com as unhas encarnadas por costume
Nunca conseguiu ser vaidosa
Kátia Adriano
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