segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Momentos contemporâneos

Tristeza ampla
Para sempre memorizada
Nessa consciente trama
De outrora inventada

Para sustentar a chama
Aclamando nostalgia

Abraçar a vida
Debruçar-se viva

Acabar-se satisfeita

Tantos mundos!
Tantas igrejas!

Sôfrega apatia

Nas certezas frias
Calculadas para
O enriquecimento

O corpo tremia
E também tremia por dentro

Algum alívio pedia


Não para ser ignorado

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Inflexões atormentadas

Causas diárias batem boca
Proclamam verdades antagônicas
Num redemoinho de pensamentos

Avariados corpos
Frios ou já congelados
São transportados nesse momento...

Atribuições complexas
Buscam certezas crônicas
Para vossos tormentos

Desaparecido
Da memória
Descansa

Enterrado no próprio tempo

Onde a
Vaidade
Compra
Sempre
A mesma
Roupa

Para os novos acontecimentos

Belas
Posturas

Costumam
Ignorar

Muitos
Sentimentos

E a hora de parar
Ou reparar
Atrasa

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Transcendendo bolhas

No momento
Foi possível
Pensar mediante
Uma bolha
Ensaboando
O espaço
Das cidades
Luminosas

O mundo
Sempre flutua
Por ares
Cansados

Onde
Bolhas
Estouram
Fácil

Mas

Não
Deixam
De
Voar


domingo, 16 de agosto de 2015

Mar, essa cor de mar...

No nordeste
Esse mar
Encontra
Vida
Longa
A navegar
Pulsa
Ondula
E venta forte
Raros
Compreendem
Adentrar
No azul
Dessa paisagem
Tônica
Nessa cor
Amante
De mar