Faça voz
pequena
E não
desfaça-se
Perdure a
iniciativa na altura correta dos meus ouvidos
Pois sou
perspicaz mediante tonalidade adequada
Sutilmente
acarinho a pele que toca-me acarinhando
E por ela
percorro cada curva com doses assimiladas
Alternando-te
para qualquer velocidade, desafiando
Descartando
limites para ações paralisantes e desenfreadas
Sem
determinado roteiro específico eu sigo
Vago pelos
caminhos dos arrepios
Assim meu
toque poderá ainda mais impressionar-te com o desaviso
Onde mais um
delírio ofegante da tua boca escapa
E quando
quiseres ir além desse intenso ensaio preparativo
Poderás
simplesmente agir fora do sexo clichê de outrora bastante
Para cada
segundo de penetração um gemido estonteante
E que o
calor cegue o nó que nos ata!
Ultimamente venho
desejando-te em todos os cômodos da casa
Sendo válido
até o quintal para uma tentativa de coito explícito
O espaço
físico delimitar-se-á com o nosso improviso
Interessando-nos
a vontade, mais nada!
Nesse
momento eu não rogo, nem sou rogado
Deixo livres
as incitações dos nossos corpos totalmente colados
Para que os
mesmos façam-se morada consentida.
Tanto faz o
tempo ou mais um gozo como garantia
Fora e
dentro da sua buceta úmida e macia
Meus dedos,
minha língua, minha boca, meu pênis
Todo seu
perfume íntimo sendo exposto em mim suavemente
Deleitar-me-ei
contente e um pouco cansado
Deleitar-me-ei
profundamente em fino trato
Todo melado,
muito bem melado pelos seus lábios mais carnudos
Só quero um
laço que provoque e supra em absurdos
Essa
profanidade sincera.