Ela sai gradativamente de cada canto
Vagarosa, apaga-se por cada milímetro do chão
Silenciosamente educada para ser sutil no caminhar até as
paredes
Sobe saudando o fim do dia
Estendendo a cortina de sombras pela sala
Faz funcionar os horários da minha casa
O dia escuro dá partida assim que meu café esfria
Está na hora de comprar o pão ou permanecer sob a cortina
Com meus olhos mornos numa outra fotografia
A mudança drástica do dia é registrada
Vejo a confusa percepção noturna da calma
Substituindo a derradeira calma vespertina.
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