segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Para quando fores envolver-me num laço

Faça voz pequena
E não desfaça-se
Perdure a iniciativa na altura correta dos meus ouvidos
Pois sou perspicaz mediante tonalidade adequada
Sutilmente acarinho a pele que toca-me acarinhando
E por ela percorro cada curva com doses assimiladas
Alternando-te para qualquer velocidade, desafiando
Descartando limites para ações paralisantes e desenfreadas
Sem determinado roteiro específico eu sigo
Vago pelos caminhos dos arrepios
Assim meu toque poderá ainda mais impressionar-te com o desaviso
Onde mais um delírio ofegante da tua boca escapa
E quando quiseres ir além desse intenso ensaio preparativo
Poderás simplesmente agir fora do sexo clichê de outrora bastante
Para cada segundo de penetração um gemido estonteante
E que o calor cegue o nó que nos ata!
Ultimamente venho desejando-te em todos os cômodos da casa
Sendo válido até o quintal para uma tentativa de coito explícito
O espaço físico delimitar-se-á com o nosso improviso
Interessando-nos a vontade, mais nada!
Nesse momento eu não rogo, nem sou rogado
Deixo livres as incitações dos nossos corpos totalmente colados
Para que os mesmos façam-se morada consentida.
Tanto faz o tempo ou mais um gozo como garantia
Fora e dentro da sua buceta úmida e macia
Meus dedos, minha língua, minha boca, meu pênis
Todo seu perfume íntimo sendo exposto em mim suavemente
Deleitar-me-ei contente e um pouco cansado
Deleitar-me-ei profundamente em fino trato
Todo melado, muito bem melado pelos seus lábios mais carnudos
Só quero um laço que provoque e supra em absurdos
Essa profanidade sincera.

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