Onde a minha razão acaba,
É meu túmulo sem lápide
Indigente que trouxe a carne
De um corpo fracassado, frio e desmoralizante
Onde a minha emoção acaba,
É meu túmulo de verdade
O mesmo homem que trouxe a mesma carne
Do mesmo corpo fracassado, frio e desmoralizante
Limpo, costurado, enfeitado e condicionado
Em trabalho caro, artístico e demorado
Com o cortejo mais iluminado
E barulhento dessa multidão dilacerante
Seja para túmulo caro ou túmulo pobre
Morte da razão ou da emoção mais forte
Os términos irão com a mesma carne
Para a mesma terra de outras mortes.
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