Pairando em grama de fezes
Com a memória odorizada de lixeira cheia
Desvairado conquistador de podres maçanetas
Põe a boca na boca da vala
Cheira o decomposto corpo que sustenta a náusea
Admirando todo o chiqueiro
Dejetório de quem não tem dinheiro
De quem precisa sujar-se fora de casa
Na latrina cosmopolita de doenças moribundas
Seu banho é repleto de sebosos desesperos
Na poça fétida revela-se seu medo
O egoísmo indigerível!
Mas seu olfato é estranhamente amigo
Do chorume que exalas
E o paladar para moscas azuis
Vomita sangue coagulado, vermes e veneno
Faz vazio por dentro
Abrindo espaço para sua bizarra congestão
Permanecendo deitado sobre o esgoto da situação
Ele esgotado não fala nada.
Seu cariado sorriso não é caridade
É a idade da morte que o aguarda.
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