Colheu-me fruta
Verde e bruta
Frutose rara
Meu amargar
O cheiro e corpo
Criou rosto
E gosto amável
Da pele e da casca
Fina
Teu jeito menina de amaciar
Com toque calmo
Tornei-me alvo
Fui aberto e condenado
Explorado
Sem amor
Senti-me um suco
Levado ao frio
Exposto sobre pés atípicos
De um lugar fechado
Contudo morri calado
Pois nunca antes saberia
Que mesmo na estação imprópria caberia
A mim a transformação
De ser útil e adocicado.
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