terça-feira, 29 de maio de 2012

Vazio de mim!

Entrego-me de peito aberto
Peito cheio e desprotegido
Se há culpa
Não há culpado
Nem esconderijo para renascer sozinho
O sol não deveria ser tão quente
Nem a chuva estragaria se eu estivesse sorrindo
Eu não vejo coisa alguma brilhar
Tenho medo do meu olhar perdido
E eu continuo arrancando a pele
Vendo o sangue escorrer pela ferida
Da minha boca não sai mais alegria
E o meu peito cheio de amor 
Sofre por parecer vazio.

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