Somos os responsáveis
Produzimos os adubos
Artificialmente!
Os sentidos máximos, os reagentes
Onde procuramos nos manter
Afastamos a raiz defeituosa
Os males recordados
O problema crônico
A dor de cabeça
A cabeça da loucura e da derrota
E fingimos ser verdes e naturais
As plantas nos regam
Numa depressão profunda
Armadas de sentimentos fatais
Na natureza limitada dos nossos vasos
Cheios de terra suja de outrora
Cresceremos verticalmente desiguais
Tocando o próprio teto
A própria imagem
Em folhas finas
Com texturas definidas
Abrindo as bocas para o sol matinal
Banhados pela sombra vespertina
Enchendo os caules de beleza
Para morrermos secos
Enterrados em terras marginais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário