sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dos males...



Dos males dos bares, ruas frias, corpos frios
Eu me curo bêbado
Sem certas setas de conselhos
Possuo na calma o próprio medo
Me sinto carne podre
Com o desejo de tudo
Demasiado apreço por tudo
Prestes a pedir uma arma de brinquedo
Assim me faço e te refaço feliz
Anuncio meu suicídio intelectual
Com o olhar distorcido pelos sintomas etílicos
E o andar rabiscado fingindo equilíbrio ou respeito
Levanto a minha contrariada opinião sobre tudo
E toda a parte invisível do meu corpo
Cai morta!
Sem sangue e sem volta
Até à tarde seguinte correndo para o banheiro
Ressuscitando o corpo subjetivo que matei em desespero
Com água fria e água morna.
Agora,
Dos males dos gostosos beijos do passado
Desses sim há fascínio de muitos
Mas não há suicídio que dê jeito
Deles eu não me curo, mas continuo bêbado.

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