quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Em carne amar



Parando nas pontas dos lábios
Puxo mais um pedaço
E vejo os muros brancos
Evitando teu grito automático
O costumeiro e falso alarme
Não deveras prometer com essa boca
Parecerá promessa de fachada
E nada aproveitarás dessa espuma de raiva
Quando cederes um pouco da tua carne
Não me farás de louco nem de traste
Tampouco me contentarei só com o teu biquinho
Quando o que quero é banhar-te
Com a língua e outras partes
Pelo céu da tua boca
Arrepiando os pêlos das variadas partes
Feito um imã de orgasmos belamente invasivos
Causando um estranho frio
Aquecendo nossa mútua ferocidade
Quando deleitar-me com a cabeça no meio das suas coxas
Teus gritos não terão escolha
Chamando-me para dentro
E para fora da sanidade.



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